7 sites para aprender inglês de graça (e outros idiomas também)

Do Duolingo ao YouGlish, estas ferramentas cumprem funções diferentes: começar do zero, ampliar vocabulário, treinar o ouvido, conferir pronúncia e estudar com um pouco mais de método.

Pessoa com caneta sobre um caderno aberto, ao lado de notebook, calculadora e folhas com anotações.

Aprender inglês de graça hoje não é difícil por falta de material. O problema é quase o contrário: há material demais. Você faz uma busca, encontra dezenas de cursos, jogos, dicionários e plataformas e, de repente, escolher por onde começar vira parte do estudo.

E testar sete ferramentas ao mesmo tempo não significa aprender sete vezes mais rápido. Uma estratégia mais simples é montar um conjunto pequeno de ferramentas que se complementem. Um site pode servir para criar rotina; outro, para ouvir a língua como ela realmente é falada; um terceiro, para revisar vocabulário.

A seleção abaixo segue essa lógica. Ela mistura plataformas mais conhecidas com ferramentas que resolvem problemas específicos e, em vários casos, também servem para espanhol, francês, alemão, italiano, japonês e dezenas de outros idiomas. A disponibilidade gratuita e os recursos citados foram verificados em outubro de 2026.

Em poucas palavras: qual site serve para quê?

SITEUSO PESSOALIDIOMAS
DuolingoCriar rotina e começar do zero40+ idiomas
British Council LearnEnglishEstudo estruturado de inglêsInglês
YouGlishPronúncia e uso real em contexto20+ idiomas + línguas de sinais
ForvoOuvir palavras pronunciadas por falantes nativos430+ idiomas
ClozemasterVocabulário em frases e revisão espaçada50+ idiomas
LingoClipListening com músicas14 idiomas
Language TransferEntender a estrutura de alguns idiomas por áudio9 idiomas (inglês para falantes de espanhol; demais com base em inglês)

1. Duolingo: um ponto de entrada para criar o hábito

Acesse: Duolingo

O Duolingo é o nome mais óbvio da lista, mas existe um motivo para continuar aparecendo. A plataforma transforma o estudo em lições curtas, com pontuação, metas e revisão constante. Para quem ainda está tentando criar o hábito de estudar todos os dias, essa estrutura diminui bastante a barreira de entrada.

Segundo a própria plataforma, há mais de 100 cursos em mais de 40 idiomas. O conteúdo principal continua disponível sem pagamento, embora existam anúncios e assinaturas como Super e Max, que liberam benefícios extras. Em 2026, o Duolingo também tornou a aba de prática disponível gratuitamente para todos os usuários.

O ponto forte do Duolingo é a constância, não a profundidade absoluta. Ele funciona muito bem como trilha diária, especialmente no começo, mas tende a render mais quando o estudante combina as lições com contato real com o idioma: vídeos, textos, conversas e áudio.

Útil para: iniciantes, pessoas que têm dificuldade de manter rotina e quem quer experimentar um novo idioma sem compromisso.

2. British Council LearnEnglish: para quem quer estudar inglês com mais estrutura

Acesse: British Council LearnEnglish

Se o Duolingo é bom para começar, o LearnEnglish, do British Council, é interessante quando você quer saber o que estudar depois. O site organiza materiais por nível e por habilidade, com seções específicas de leitura, escuta, escrita, fala, gramática e vocabulário.

Grande parte dos recursos de autoestudo é gratuita e organizada conforme o CEFR, o Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas. Na prática, isso permite procurar atividades adequadas ao seu nível, do A1 ao C1, em vez de simplesmente consumir exercícios aleatórios.

Há também teste de nível, vídeos, séries, textos, exercícios interativos e materiais de inglês geral e profissional. O British Council vende cursos e aulas separadamente, mas isso não elimina a biblioteca gratuita disponível no LearnEnglish.

Útil para: quem estuda inglês sozinho e sente falta de uma sequência mais organizada, especialmente do básico ao avançado.

Página do British Council LearnEnglish com filtros de nível e habilidade e atividades de compreensão oral, exibida em monitor ilustrado.
Atividades do British Council LearnEnglish. Fonte: captura de tela do site; monitor ilustrado com inteligência artificial.

3. YouGlish: para descobrir como uma palavra é realmente dita

Acesse: YouGlish

Você aprende uma palavra, sabe o significado e até consegue reconhecê-la escrita. Aí alguém fala aquilo em uma conversa e parece outra coisa. O YouGlish existe justamente para encurtar essa distância.

Em vez de reproduzir apenas uma gravação isolada, o site procura a palavra ou expressão em vídeos reais do YouTube e mostra trechos em que ela aparece. Assim, você ouve pronúncia, ritmo, entonação e contexto ao mesmo tempo. No inglês, ainda é possível filtrar resultados por diferentes sotaques (como americano, britânico e australiano).

A ferramenta não fica restrita ao inglês. O YouGlish oferece busca em cerca de 20 idiomas (como espanhol, francês, alemão, italiano, japonês, coreano, português, árabe e russo), além de línguas de sinais.

Em vez de procurar cem palavras de uma vez, pegue uma expressão que apareceu no seu estudo. Ouça três ou quatro exemplos e perceba o que muda de um falante para outro.

Útil para: quem já lê razoavelmente bem, mas ainda estranha o idioma quando ele aparece falado em velocidade natural.

Exercício do Clozemaster com uma frase em francês, uma lacuna e quatro alternativas, exibido em monitor ilustrado.
Exercício de francês no Clozemaster. Fonte: captura de tela do site; monitor ilustrado com inteligência artificial.

4. Forvo: um dicionário feito para ouvir, não apenas ler

Acesse: Forvo

Há situações em que você não precisa de uma aula. Precisa apenas confirmar: “como se pronuncia isso?” O Forvo funciona como um grande dicionário de pronúncia alimentado por gravações de falantes nativos.

A base atual reúne milhões de palavras e expressões em mais de 430 idiomas. Isso torna o site particularmente útil para nomes próprios, palavras menos comuns, diferenças regionais e línguas que nem sempre têm bons recursos em aplicativos tradicionais.

Em muitos casos, a mesma palavra aparece gravada por pessoas de países ou regiões diferentes. Para quem estuda inglês, por exemplo, isso ajuda a perceber que não existe uma única pronúncia possível para tudo. O mesmo vale para espanhol, francês, português e outras línguas com grande variação geográfica.

Útil para: consultas rápidas de pronúncia, comparação de sotaques e palavras que você não encontra facilmente em cursos convencionais.

5. Clozemaster: para parar de decorar palavras soltas

Acesse: Clozemaster

Saber que although significa “embora” é útil. Reconhecer como essa palavra aparece no meio de uma frase acrescenta contexto. Essa é a lógica do Clozemaster.

O site trabalha com exercícios de lacuna, os chamados cloze tests. Você recebe uma frase no idioma estudado com uma palavra faltando e precisa completar o trecho. A plataforma então volta a apresentar frases ao longo do tempo, usando revisão espaçada para reforçar o vocabulário.

Atualmente, o Clozemaster oferece conteúdo em mais de 50 idiomas. A conta gratuita permite praticar até 30 frases por dia; o plano Pro libera prática ilimitada e outros recursos.

Ele faz mais sentido depois que você já conhece o básico. Para um iniciante absoluto, uma sequência guiada costuma ser mais confortável. Para quem já saiu do zero e quer ampliar vocabulário sem voltar às listas de tradução, o formato fica muito mais interessante.

Útil para: estudantes de nível básico para intermediário que querem aprender vocabulário dentro de frases.

Busca pela palavra “throughout” no YouGlish, com vídeo legendado e filtros de variantes do inglês, exibida em monitor ilustrado.
Busca pela palavra “throughout” no YouGlish. Fonte: captura de tela do YouGlish, com vídeo do TED; monitor ilustrado com inteligência artificial.

6. LingoClip: aprender ouvindo as músicas que você já escuta

Acesse: LingoClip

O antigo LyricsTraining hoje se chama LingoClip, mas a ideia continua simples: usar músicas para transformar listening em exercício.

Você escolhe uma música, acompanha o vídeo e precisa completar partes da letra ou selecionar as palavras corretas. O site também oferece modo karaokê e tradução integrada. Há conteúdo em 14 idiomas, incluindo inglês, espanhol, francês, italiano, alemão, japonês romanizado e coreano romanizado.

A versão gratuita funciona, mas não libera tudo sem restrições. O próprio serviço informa que a assinatura Premium remove tempos de espera e desbloqueia todos os recursos. Ainda assim, o acesso gratuito já é suficiente para transformar uma música conhecida em treino de compreensão auditiva.

Uma forma simples de usar: primeiro escute normalmente; depois faça o exercício; por fim, volte à música acompanhando a letra. O objetivo não é traduzir cada palavra, mas começar a reconhecer sons que antes passavam despercebidos.

Útil para: quem gosta de música e precisa aumentar o tempo de contato com o idioma sem transformar todo estudo em aula formal.

7. Language Transfer: uma alternativa diferente para entender a lógica do idioma

Acesse: Language Transfer

O Language Transfer foge bastante do formato “aplicativo com fases”. Os cursos são essencialmente aulas em áudio que convidam o aluno a parar, pensar e montar respostas antes de ouvir a continuação.

O projeto disponibiliza o material sem cobrança, anúncios ou exigência de cadastro e se mantém por doações. Há cursos de espanhol, francês, grego, alemão, italiano, suaíli, turco e árabe (todos explicados em inglês), além de um curso de inglês voltado para falantes de espanhol (Inglés para Hispanohablantes). Alguns são completos; outros são introdutórios.

Aqui existe uma ressalva importante para o leitor brasileiro: não há cursos com explicações em português. Isso significa que a plataforma é excelente para quem já entende inglês e quer partir para um terceiro idioma (ou para quem compreende bem espanhol e quer estudar inglês por essa via), mas não funciona como primeiro passo para quem busca explicações na própria língua.

Útil para: quem gosta de entender padrões e estruturas, prefere áudio a exercícios visuais e já tem inglês (ou espanhol) suficiente para acompanhar as explicações.

Não use os sete: monte um pequeno sistema

A internet tornou possível estudar idiomas sem pagar, mas também criou uma armadilha: passar mais tempo testando ferramentas do que estudando. Você não precisa escolher um único site, mas também não precisa manter sete rotinas ao mesmo tempo.

Uma combinação simples já cobre bastante coisa:

  • use Duolingo ou British Council como base regular de estudo;
  • recorra ao YouGlish e ao Forvo quando tiver dúvida de pronúncia;
  • use Clozemaster para reforçar vocabulário em contexto;
  • reserve LingoClip, vídeos, músicas e outros conteúdos para aumentar o contato real com o idioma;
  • se já domina inglês e quer aprender outra língua (ou entende bem espanhol), experimente o Language Transfer.

Depois disso, falta a parte que nenhum site consegue automatizar por completo: usar o idioma. Ler algo que você realmente queria ler, escrever pequenas frases, repetir falas em voz alta, assistir a um vídeo sem depender o tempo todo da tradução e, quando possível, conversar com outras pessoas.

A ferramenta gratuita que funciona é a que continua aberta amanhã

Não existe um site que resolva sozinho leitura, escrita, escuta, fala, gramática, vocabulário e confiança. A boa notícia é que você não precisa disso. Com poucas ferramentas bem escolhidas, já dá para montar uma rotina bastante completa sem pagar mensalidade.

Se estiver começando, escolha uma plataforma-base e fique nela por alguns dias antes de sair testando a próxima. Depois acrescente uma ferramenta para ouvir o idioma real. O ganho vem menos de encontrar a ferramenta perfeita e mais de voltar a estudar com frequência.